Vivendo o que não pode ser vivido #12

24.2.16

Fiquei olhando pela janela pra onde estávamos indo, e estava reconhecendo alguns lugares, mas mesmo assim poderíamos ir para qualquer lugar por onde estávamos passando, fiquei olhando pela janela sem pensar mais em nada, só queria poder ficar um tempo em casa sem fazer nada e de preferência sozinho. Fiquei preso em meio aos meus pensamentos, não sabia mais para onde estávamos indo ou por onde passamos. Me assustei quando o Arthur estava me balançando.
- Oi to acordado o que foi?
- Não Acredito que você tava dormindo- ele disse em um tom de ofendido
- Eu não estava dormindo- eu disse já me defendendo
- Estava sim eu te chamei umas cinco vezes e você não me respondeu
- Eu não estava dormindo só estava preso em alguns pensamentos, apenas isso.- eu disse com firmeza na voz
- Ok ok, mas então eu vou ter que passar em um lugar antes de irmos para...- ele parou de falar do nada
- Irmos para onde?- eu quis saber
- Quando chegarmos lá você vai saber- ele disse sério. Parou o carro e desceu com o celular na mão, vi que ele estava falando com alguém e parecia muito ansioso com alguma coisa mas não conseguia escutar por que ele estava longe do carro. logo ele retornou com um lindo sorriso que me fez esquecer qualquer coisa
- Com quem você estava falado?- eu perguntei logo que ele abriu a porta do carro
- Com... Com ninguém importante, mas vamos mudar de assunto temos algo mais importante para fazer- ele disse sorrindo e com uma certa empolgação na voz
- Ta bom, fazer o que, eu não tenho outra opção mesmo.- Disse já desistindo de tudo.
- Calma você não esta satisfeito aqui? Quer que eu te leve pra casa?- ele disse meio triste.
- NÃO - eu disse em alguns tons mais alto.
- Calma não precisa gritar.- ele disse meio assustado
- Desculpa, eu só quero ficar com você, e eu to feliz aqui com você também.- falei fitando
o nada pela janela.
- Tudo bem, calma, já estamos chegando na nossa primeira parada.
- Ok ok, já vi que não vou saber mesmo para onde vamos.
- Calma você já vai saber menino curioso.
- sou curioso mesmo e isso e muita maldade comigo.
- Então eu sou bem malvado.
Logo vi onde estamos, mas não tinha certeza se realmente iramos parar ali, fiquei olhando para o nada or um tempo até ter certeza de que realmente iria parar ali, e sim para minha supressa paramos no shopping, eu sem saber muito bem o que iríamos fazer ali, mas continuei calado.
- Bom eu vou ter que passar em uma loja, você quer ir comigo ?- ele me perguntou bem empolgado
- Tudo bem, eu vou com você.- eu disse em um tom automático
Desci e fui acompanhando ele sem dizer muita coisa apenas tentando saber para onde iríamos. Vi que ele parou e entrou em uma loja mas não rei muita importância fiquei do lado de fora esperando por ele e esperando que não demorasse muito.
Logo ele apareceu e já me chamando para irmos embora que já estávamos atrasados, sem entender muito bem apenas fomos de volta para o carro e eu curioso para saber o que ele tinha pego, mas ele não tirou a sacola do colo para eu poder dar uma boa olhada no que havia ali dentro.
- Você deve estar curioso para saber o que tem aqui dentro né ?- ele perguntou pegando na sacola
- sim, e muito por favor deixa eu ver o que é isso- eu disse olhando com cara de cachorros reúne caiu da mudança. Ele parou o carro soltou o sinto e virou de frente pra mim, eu fiquei olhando para ele esperando alguma reação.
- Acho que se eu não fizer isso agora eu vou acabar morrendo, e você sendo um assassino não é?
- Isso mesmo, que bom que você sabe
- Então, isso aqui- ele começou segurando a sacola- é um presente para você, mas você não vai usar ele sozinho- ele retirou algo de dentro da sacola e tampou com a mão, olhou bem para mim, diretamente no meu olho e finalmente falou.
- Rafael, você quer ser meu? Inteiramente meu, e só meu? Você quer ser meu namorado? Você quer namorar comigo? Ele disse isso olhando o tempo todo para meus olhos, fiquei sem reação e não vi a hora que ele tirou um par de alianças de dentro de uma caixinha e as segurou na palma da mão. Fiquei paralisado por algum tempo e então me lembrei que teria que responder quando fui falar vi que estava escorrendo lagrimas de meus olhos e Arthur com um olhar preocupado olhando para mim, a única coisa que conseguir fazer foi me atirar nos braços dele e o beijar com todo carrinho que pude, em resposta com um grande SIM. Ficamos ali aproveitando e nos acariciando até que ele finalmente pegou minha mão e colocou a aliança em meu dedo, e então me entregou a outra aliança e eu coloquei em seu dedo, trocamos mais alguns beijos e então ele disse que teria mais uma surpresa porém para essa eu teria que esperar um pouco mais.

(Continua...)

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