Vivendo o que não pode ser vivido #9

13.1.15

Fiquei pensando naquele beijo e na promessa de quenos veríamos em breve, que até tinha esquecido de algumas coisas, que é claro iriam vir a tona a qualquer momento, mas eu não esperava que fosse assim logo ao eu acordar.
Eu estava sentado na cama já com lágrimas escorrendo pelo rosto, só de lembrar da falta que ele me fazia e que em um dos dias que era muito especial para mim ele não estaria ali para comemora-lo comigo. Sim era a falta de meu pai que estava me afetando e que estava me fazendo ficar tão triste. Me obriguei a levantar da cama fechar a janela cortinas e trancar a porta, não queria falar e nem ver ninguém, desliguei também o celular, aquele era o meu momento de ficar sozinho e não importava quem estivesse atrás de mim, nada iria mudar, eu não iria sair daquele estado com facilidade, embora eu saiba que isso não me faz bem, mas mesmo assim eu não conseguia lutar, eu não era forte o suficiente para isso.
Fiquei sei sentado na cama sem me preocupar com a hora ou qualquer outra coisa, não fui incomodado por ninguém, decidi que iria sair pelo menos para beber um pouco de água, e também deixaria que entrasse um pouco de sol no quarto, para ver se as coisas mudavam um pouco, mas para a minha surpresa já estava quase anoitecendo, e eu não tinha percebido o tempo passar, fiquei parado olhando pela janela o por do sol, e lembrei de momentos bons e de coisas boas que por mais que me fizessem mal também me faziam muito bem, fiquei ali em total nostalgia com meus pensamentos, vi a noite chegar e decidi que se tinha algo que meu pai não gostaria de ver era eu triste, então decidi que iria sair. Sai de frente da janela fui para o banho fazer minhas higienes e tomei um banho quente e demorado, me vesti com uma calça de moletom e uma camiseta qualquer calcei meu tênis e decidi que esta mas que ótimo. finalmente destranquei a porta do meu quarto, e fui direto para a cozinha, bebi quase dois litros de água e respirei fundo. fui procurar minha chave e lembrei que estavam na minha mochila, mas nem isso iria me impedir de sair de casa, fui para sala onde minha mãe assistia alguma coisa na tv.
- Mãe eu to saindo e se alguém perguntar por mim bom diga apenas que eu sai, não estou com minha chave e também não estou levando o celular. chego ainda hoje, não precisa se preocupar.- eu disse tudo sem ela nem ao menos precisar perguntar e sai de casa, eu realmente precisava sair de casa, andar precisava fazer qualquer coisa que ocupasse a minha mente naquele momento. Peguei meu mp3 coloquei meu fone de ouvido e isso foi como se eu tivesse me desligado do mundo sai andando sem rumo e sem pensar em nada, apenas andando sem um destino certo, apenas andando sem pensar em nada nem ninguém. Fui me dando conta de onde estava chegando quando parei para me sentar, e vi que estava em uma praça que costumava ir quando estava com raiva ou triste, não tinha calculado que iria para lá apenas fui, deve ser uma daquelas coisas fazemos no automático e realmente foi, fiquei sentado por algum tempo ali. Me levantei e sai correndo, algumas lágrimas escorriam de meus olhos mas eu não me importei com isso sai correndo mesmo estando com a visão um pouco turva, não queria mais ficar ali, não queria sentir o que eu estava sentindo. Não estava me importando com mais nada naquele momento nem com cansaço ou outra coisa do tipo, eu só queria me sentir livre, ou me libertar de tudo aquilo que eu estava sentindo.
Corri sem olhar para os lados ou para qualquer pessoa que estivesse passando ao meu lado eu queria que tudo aquilo saísse de mim assim como o suor saia da minha pele. Quando finalmente parei estava com boa parta da camiseta que usava molhada, e também estava muito ofegante e exausto, não sabia se conseguiria voltar para casa andando, mas como sai sem nada teria que ser dessa forma e assim o fiz dessa vez mais consciente do caminho que eu estava fazendo, quando cheguei em frente de casa vi que minha mãe ainda estava acordado o que significava que eu não tinha demorado muito, pelo menos eu pensava isso. Abri o portão e entrei, fui abrir a porta mas estava trancada. Bati na porta e logo minha mãe apareceu e a abriu para mim me olhou um pouco assustada com a aparência em que eu estava mas não falou nada apenas deu abertura para que eu entrasse dentro de casa, entrei e fui direto a cozinha e passando em frente a um espelho que tinha na sala queria ver como eu estava, e quando me olhei tomei um grande susto, eu estava completamente molhado, com os olhos vermelhos e inchados o que indicava claramente que eu estava chorando. Fui para a cozinha bebi bastante água e então fui direto para o meu quarto afinal era claro que eu estava precisando de um banho, tomei um dos banhos mais demorados da minha vida, sai do banheiro vesti uma calça de moletom e uma camiseta branca, peguei meu celular apenas para ver que horas eram e me assustei ao saber que eram 22:00 e me assustei mais ainda ao ver que tinha dez chamadas perdidas três recados na caixa de mensagem e vinte mensagens, fiquei olhando para a tela do celular e pensando se veria quem me ligou ou de quem era as mensagens, fiquei ali parado um tempo e decidi que sim eu veria quem queria falar comigo. AS ligações eram quase todas de Rodrigo mas tinha algumas do Arthur também, as mensagens já eram quinze delas de Arthur e o restante de Rodrigo, os recados eu não iria escutar afinal não queria falar com ninguém. E também não iria ler as mensagens se não eu iria acabar respondendo a todos.
Decidi então que iria dormir, mesmo sem sono eu tentaria dormir, conectei meu mp3 a caixinha de som dele e coloquei para tocar numa altura que não incomodasse ninguém, apaguei a luz do quarto e deitei na casa e fiquei ali olhando para o teto tentando não pensar em nada, não sei que horas dormi, apenas dormi, sem me dar conta.


(Continua...)

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