Vivendo o que não pode ser vivido #3

4.12.14

Arthur chegou e reuniu a todos mas antes quis ter certeza de que eu não iria sair para ouvir o que eles conversavam então foi na cozinha novamente e parou na soleira da porta, eu olhei para ele e sorri.
- Algum problema Arthur? Quer alguma coisa da cozinha? - eu perguntei logo de cara até porque não gostava de ninguém na cozinha comigo enquanto eu estava cozinhando.
- Não nada, só vim saber se quer ajuda- ele perguntou e eu logo respondi que não ele apenas assentiu e saiu dali.
Logo ele voltou para perto dos rapazes em fim começou a falar:
- Rodrigo já deve saber mas terça-feira é aniversário do Rafael e eu estava aqui pensando em fazer uma festa surpresa, e convidar a todos os amigos dele, a mãe dele me contou que essa data é muito complicada pra ele desde que o pai faleceu então eu pensei em fazer isso para poder animar ele um pouco, o que você acham?- ele perguntou com uma certa dúvida na voz, porem todos concordaram e já começaram a organizar tudo. Arthur logo disse que seria na casa dele, que era fácil e qualquer pessoa conseguiria chegar lá, e que ele tinha planejado algumas surpresas para o dia mas que todos só ficariam sabendo na hora da festa. Eu percebendo que eles estavam quetos de mais gritei
-RODRIGO VENHA NESSA COZINHA AGORA OU EU JURO QUE JOGO VENENO EM TUDO!!- ele veio correndo e assustado.
- O que foi rafa, que aconteceu?- ele perguntei com uma cara de espanto e eu rindo respondi
- Nada só que esta quase pronto, e acho que vocês estão quetos de mais lá fora e eu estou curioso para saber sobre o que vocês tanto conversam baixo, sabe não da pra ouvir nada daqui- fiz uma falsa cara de triste e ri logo em seguida, ele caiu na risada também e disse que nada de mais, que falavam sobre mulheres e coisas do tipo. Eu fiz uma cara de nojo e ele caiu na risada mais uma vez, e eu desliguei tudo, e fui andando lá pra fora e todos pararam e olharam para mim
- Ué, algum problema eu to sujo?- comecei a olhar para baixo procurando alguma coisa e todos riram- a sim claro muito engraçado fazer isso e ri junto com eles.
Avisei que estava pronto, e pedi para que alguém fosse pegar as panelas pratos e talhares para enfim comermos, o que foi atendido de prontidão por Flavio e Kairo, que não ligaram de fazer isso e levaram tudo para uma mesa perto de onde estávamos. Comemos e ficamos conversando um pouco sobre aleatoriedades, esperando que o sol baixasse um pouco para podermos entrar na água, e claro que todos elogiaram minha comida, afinal eu sempre cozinhei bem e o fazia com muito prazer.
Com o sol um pouco mais baixo eu decidi que já era hora de entrar na água e fui me trocar, e voltei já pulando na água e molhando a todos que reclamaram, mas logo entraram também, e assim começou uma festa que todos estavam esperando afinal o dia estava extremamente quente aquele dia.
O dia não demorou muito a passar e logo o sol já estava indo embora e como ainda estávamos na água eu logo comecei a sentir frio e a bater o queixo porem não queria sair da água, afinal era uma das coisas que me deixava mais leve, como se os problemas não existissem, me afastei de todos que estavam perto conversando e jogando água um nos outros e fui para um canto um pouco escuro dentro da água, Rodrigo percebeu que eu estava longe e ia ver o que tinha acontecido mas Arthur pediu para me deixar ficou só, e eu agradeci mentalmente por isso, realmente precisava ficar um pouco sozinho, mas logo eu estava perdido em pensamentos, em como em menos de um dia Arthur parecia que me conhecia tão bem, como ele poderia saber que eu gostava de ficar sozinho e como ele entendia o que meu corpo dizia antes mesmo de eu falar qualquer coisa, estava perdido em pensamentos, que nem vi que estava tremendo de frio e batendo o queixo novamente, só despertei quando senti um abraço quente por trás que primeiro achei bom porem sai do abraço e me virei de frente e vi que era Arthur, sorri para ele e disse:
- Obrigado por entender que eu precisa ficar um pouco sozinho.- ele sorriu de volta e disse:
- vem cá você esta tremendo de frio deixa eu te esquentar um pouco- disse me puxando e me abraçando, eu fiquei com o rosto colado no peitoral dele e realmente me senti mais quente ouvindo os batimentos do coração dele e também com aquele abraço protetor, sim eu acho que precisava disso, ser protegido por alguém, sentir que alguém estava ali por mim e que eu estaria bem sabendo que tinha alguém ali para poder me dar apoio, e não vi quando algumas lagrimas escorreram pelo meu rosto e ele as limpou.
- Rafa, o que aconteceu? quer falar sobre isso? - ele perguntou olhando para mim e eu apenas neguei com a cabeça querendo dizer que não foi nada, ele me abraçou um pouco mais forte beijou minha teste e afrouxou o abraço e por instinto eu abracei ele que ficou surpreso e olhou para mim, e a vergonha tomou conta de meu corpo me deixando inteiramente vermelho, ele apenas sorriu e me abraçou de novo, mas logo nos separamos
- Obrigado - eu disse um pouco baixo de mais e pensei que ele não teria ouvido.
- Não foi nada- ele disse e saiu me puxando pela mão para perto de todos, onde eles já haviam decidido que iriamos sair, e só avisaram a nós que deveríamos nos arrumar e esperar as coordenadas.
Assim o fiz fui para o banheiro que ficava perto da piscina mesmo e tomei banho um banho quente e demorado, onde todo o meu corpo agradeceu e pode relaxar, me arrumei e sai de lá e apenas Arthur estava lá fora e também pronto, e perguntei se tinha demorado tanto assim, ele disse que não, e que todos tinham ido se arrumar, mas que logo estariam ali. Perguntei pelo Rodrigo e ele me disse que já ia descer, e que tinha pedido uma pizza para comermos antes de sair, e eu agradeci pois minha barriga já reclamava um pouco por eu já estar com fome.

(Continua...)

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